Biografia de Coco Chanel e frases famosas da estilista – Série as grandes Estilistas da Moda Européia

por Queila Ferraz
/ 19 agosto 2013 / 12comentarios


Chanel é uma dos nomes mais importantes da Moda, saiba porquê em sua biografia e confira também algumas de suas frases mais célebres!

Preparamos uma série sobre mulheres que fizeram moda e mudaram a forma de ser mulher na sociedade. Aqui temos como objetivo pensar a moda criada na Europa durante o século XX por mulheres. Elas mudaram a forma de ser mulher na sociedade ocidental.

Não desprezamos a importância da criação japonesa, nem da norte-americana no cenário da moda contemporânea, nossa intenção é apenas mostrar a presença feminina num mundo que é conhecido quase exclusivamente como posse dos grandes costureiros e das Maisons.

Gabrielle Chanel (1883 – 1971)


“Elegância é tudo aquilo que é belo, seja no direito seja no avesso.”

“A natureza lhe dá o rosto que você tem aos 20. A vida lhe desenha o rosto dos 30. Mas, aos 50, é você quem decide o rosto que quer ter.”

Gabrielle Bonheur Chanel nasceu em 1883. Ela ficou órfã de mãe e foi abandonada pelo pai aos seis anos de idade. Foi para um pensionato da cidade francesa de Auvergne, sendo levada de Saumur, sua cidade natal.

A ligação de Chanel com o mundo da moda começou em 1910, em Deauville, onde passou a trabalhar em uma loja de chapéus. Coco, maneira como era chamada pelos – poucos – amigos, criou os alicerces de uma elegância feminina única, ao longo de uma vida em que o trabalho sempre ocupou o lugar principal.

O estilo do século 20, no que teve de mais funcional, feminino – sem os exageros que o conceito costuma trazer – e no que teve de absolutamente, irremediavelmente elegante, levou a assinatura de Chanel.

Em quatro anos, já era dona de duas lojas do gênero, uma na mesma cidade de Deauville, outra em Paris. Além dos chapéus, as primeiras roupas concebidas por ela começavam a aparecer, desde o início revelando aqueles que seriam os traços marcantes em todas as suas criações: a simplicidade e o conforto.

Assim, foram surgindo vestidos chemisiers soltos, amplos cardigãs, peças em jérsei – tecido que até então só era utilizado na confecção de roupas íntimas – e twinsets que o tempo se encarregaria de elevar ao patamar de clássicos.

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Peças do guarda roupa masculino e pérolas estavam entre as suas principais marcas

“Há pessoas que têm dinheiro e pessoas que são ricas.”

“Uma mulher precisa de apenas duas coisas na vida: um vestido preto e um homem que a ame”

“Vista-se mal e notarão o vestido. Vista-se bem e notarão a mulher.”

Sem qualquer preconceito, Chanel adotou o suéter masculino usado sobre saias lisas e retas e, em 1920, deu um de seus golpes mais ousados, lançando calças masculinas para mulheres, inspiradas nas calças de boca largas usadas por marinheiros.

Suas inovações, de fato, retocaram toda a silhueta feminina. O novo comprimento de suas saias mostrou os tornozelos das mulheres, cujos pés passaram a contar com sapatos confortáveis de bicos arredondados. Pérolas em especial, e bijuterias em geral, ganharam lugar de destaque entre os acessórios, cachecóis enrolaram-se com classe nos pescoços das mulheres e seu corte de cabelo tornou-se simétrico, reto, mostrando a nuca – o eterno corte Chanel.

Também eternos tornaram-se o “pretinho”- vestido reto, simples, num bom tecido de cor preta que, como ensinou Chanel, é a elegância em qualquer situação – e seu Chanel nº 5, até hoje o perfume mais vendido em todo o mundo. E ninguém pode se esquecer das práticas bolsas a tiracolo, pura inspiração Chanel, ainda mais nos modelos em matelassê, com correntes douradas.

Ternos para elas – A influência de looks masculinos no vestuário das mulheres Ternos para elas – A influência de looks masculinos no vestuário das mulheres

“Sou contra a moda que não dure. É o meu lado masculino. Não consigo imaginar que se jogue uma roupa fora, só porque é primavera.”

“Para ser insubstituível, deve-se sempre ser diferente.”

A mulher que incansavelmente criava estilo e elegância para outras mulheres era, antes de tudo, uma perfeccionista. Falando muito, com uma tesoura nas mãos, era capaz de passar até dez horas seguidas em busca do exato efeito de um modelo – e era capaz de recomeçá-lo tantas vezes quantas fossem necessárias, até atingir o ponto que considerava ideal.

Ela era a própria figura da garçonne – mulher magra, de cabelos curtos lembrando os de um menino – e seu sucesso decolou definitivamente ao longo da década de 20. Em 1929, Chanel criava em Paris uma butique especial para a venda de seus acessórios. Um ano depois ia para os Estados Unidos, onde desenhou roupas para diversos filmes da United Artists. De volta à França, dedicou-se basicamente à sua confecção, até 1939.

Com o início da 2ª Guerra Mundial, porém, Chanel decidiu fechar seu salão parisiense, que só seria reaberto em 1954. Ela estava então, com 71 anos e seu prestígio permaneceu intocado. Suas criações continuavam a ser uma direção segura para a elegância da melhor qualidade. Dando ênfase à criação de acessórios, visualizando o futuro de sua linha de perfumes e cosméticos, insistindo sempre no corte impecável de suas roupas e em suas cores básicas – o cinza, o azul-marinho e o bege, além do predileto preto.

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“A moda sai de moda, o estilo jamais.”

“Não importa o lugar de onde você vem. O que importa é o que você é. E quem você é? Você sabe?” (Coco Chanel)

Chanel foi uma figura presente em sua Maison até sua morte, aos 88 anos, e é até hoje, a inspiração dos que continuam a manter sua marca em plena atividade.

Verdadeira lenda, Chanel mantém milhões de fiéis seguidoras em todo o mundo, mulheres que não deixam de reconhecer nas criações que levam seu nome, atualmente criadas pelo estilista alemão Karl Lagerfeld, uma classe inigualável.

Avaliação que ela certamente aprovaria: só, apesar de alguns amores ao longo da vida e de um grande amor, Boy Capel, Chanel não teve filhos. O estilo que criou foi sua maior paixão. Adorava ser copiada, chegava a abraçar os camelôs de Paris que vendiam o “falso Chanel” pelas esquinas. Era uma incorrigível mentirosa e entre as muitas frases proferidas no salão da Rue Cambon e no hotel Ritz, onde morava, que ganharam o mundo, há uma que é certamente sua própria definição: “Foi a solidão que temperou meu caráter, que é mau, bronzeou minha alma, que é orgulhosa, e também meu corpo, que é sólido”.

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“O luxo tem que ser confortável ou não é luxo.”

“O conforto possui formas. O amor cores. Uma saia é feita para se cruzar as pernas e uma manga para se cruzar os braços.”

“O dinheiro nunca significou muito para mim, mas a independência (conseguida com ele), muito. (Coco Chanel)

“Eu não entendo como uma mulher pode sair de casa sem se arrumar um pouco – mesmo que por delicadeza. Depois, nunca se sabe, talvez seja o dia em que ela tem um encontro com o destino. E é melhor estar tão bonita quanto for possível para o destino.” (Coco Chanel)

“Não há tempo para a monotonia do previsível. Há tempo para o trabalho. E tempo para o amor. Isso nos toma todo o tempo.”

“Uma moça deve ser duas coisas: elegante e fabulosa.”

“O que conta não são os quilates, mas o efeito. “(Coco Chanel)


Uma das primeiras campanhas do Chanel nº5 – Foto de R du Jour


Figurinos criados por Chanel para Jean CocteauFoto de Wikipedia


Foto de Frillr

“Já que tudo está na nossa cabeça, é melhor a gente não perdê-la.”

“Nem tudo que é bonito vai te fazer bem quando te tocar.” (Coco Chanel)


Coco Chanel em 1971 – Foto de Blogspot

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Por Queila Ferraz

 

 

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19 agosto 2013
Queila Ferraz

Queila Ferraz

Queila Ferraz é historiadora de moda e arte, especialista em processos tecnológicos para confecção e consultora de implantação para modelos industriais para a área de vestuário. Trabalhou como coordenadora Geral do Curso de Design de Moda da UNIP, professora da Universidade Anhembi Morumbi e dos cursos de pós-graduação de Moda do Senac e da Belas Artes.