MET Gala 2019 – Um mergulho na estética Camp

por Francieli Hess
/ 06 maio 2019 / 1comentarios

Considerado o Oscar da moda, o baile é um dos mais aguardados do ano e o MET Gala 2019 superou as expectativas. O tema da noite foi a estética Camp, que celebra o artifício, o exagero e, é claro, a montação!

Para mergulhar mais fundo no tema e entender os looks mais bacanas na noite desta segunda-feira (06/05) no tapete vermelho da Met, segue um especial sobre o Camp.

Veja também: MET Gala 2019 – Melhores looks, tendências da moda festa e o estilo Camp – Vestidos de Festa.

  • Fique por dentro da Moda, das novidades e tendências. Acompanhe eventos em tempo real, siga a gente no Instagram: @fashionbubblesoficial.

 MET Gala 2019 – Camp: Notes on Fashion

O MET Gala 2019 causou burburinho ainda maior que o esperado desde que anunciaram o seu tema. Se você pensar na estética extravagante do Camp, fica fácil entender porquê tanta ansiedade.

De acordo com Andrew Bolton, o curador do Costume Institute do MET, o objetivo da mostra desse ano é “explorar as origens da estética camp, e como ela evoluiu de um lugar de marginalidade para se tornar uma influência importante na cultura dominante”.  Os convidados, é claro, vão mergulhar de cabeça no tema da noite!

Veja também:  MET Gala 2019 – Melhores looks, tendências da moda festa e o estilo Camp – Vestidos de Festa.


Inspiração MET Gala 2018

O que é a moda Camp?

Extravagante, glamourosa, dramática e lúdica. Todas essas palavras podem ser utilizadas para definir a moda Camp, mas o conceito vai além. Andrew Bolton, curador do Costume Institute do MET, baseou-se no ensaio de Susan Sontag, denominado “Notas sobre o Camp” como um ponto de partida. Publicado em 1964, o ensaio busca definir o conceito estético do movimento.

Para começar, é preciso entender de onde ele vem. A origem da palavra “camp” vem do verbo francês “se camper”, que significa “fazer uma pose exagerada”. Era usado para remeter à opulência e decadência da corte francesa durante o governo de Luís XIV.

De acordo com Sontag, o Camp é  um“amor pelo antinatural: do artifício e do exagero”. Pense em Alessandro Michele para a Gucci e você entenderá. O estilo é tão afetado, inadequado e escandalosamente artificial que chega a ser divertido. Em outras palavras, ele cria a sensibilidade do absurdo, fundindo elementos da cultura popular com a erudita.

Apesar do conceito ser antigo, essa estética é muito visível na cultura pop e na moda atuais. Desde Bjwork vestida de cisne no red carpet do Oscar 2001 até os vestidos buquê da Moschino, passando pela retomada da cultura queer a partir de RuPaul’s Drag Race, a nossa década respira o camp.

View this post on Instagram

#metgala – Baile criado por Eleanor Lambert em 1948 com o objetivo de incentivar que os milionários de Nova York fizessem doações polpudas ao Museu Metropolitam. . Em 2019 tem como tema um ensaio de 1964 da escritora e ativista Susan Sontag, “‘Camp: Notes On Fashion”. . Ela define o “camp” como o “o amor pelo não-natural: do artifício e do exagero” e até hoje entende-se o camp assim, podendo também significar algo de muito mau gosto e brega. . Tendências da moda festa: . Babados e maxi laços – Tules – Paetês – Metalizados – Plumas Tons de rosa – Cores neon – Drapeados e plissados – Caudas e modelagens mullet (curto na frente e longo atrás) . Veja todos os conceitos, fotos e matéria completa no www.fashionbubbles.com. • • #modafesta #methala2019 #vestidosdefestas #vestidosdefesta #vestidosdefesta2019 #tapetevermelho #tapetevermelhoe #modafesta2019 #vestidosdemadrinha #vestidosdeformatura #vestidosdecasamento #famosas #vestidosdasfamosas

A post shared by Fashion Bubbles – Denise Pitta (@fashionbubblesoficial) on

  • Confira vídeo da jornalista Ale Farah explicando detalhadamente sobre o Camp

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Uma publicação compartilhada por Alexandra Farah (@alefarah) em

Qual a diferença entre Camp e Kitsch?

Anteriormente, nós publicamos por aqui sobre a ascensão do kitsch, embalado pela Gucci no ano 2016. Em “Notas sobre Camp” (1964), a escritora americana Susan Sontag enfatiza que os seus elementos principais são a frivolidade, o artifício, a pretensão da classe média e o excesso do “chocante”. Assim como o kitsch, o camp também pode ser definido como algo “barato” e que revisita lugares-comuns estéticos.

No entanto, o kitsch se distingue por ser uma celebração passional, muito ligada ao sentimentalismo. Enquanto o camp é mais performático, o kitsch é manifestado em um produto físico. A linha entre os dois é inegavelmente tênue.

Em geral, enquanto um hipster pode vestir, ironicamente, um suéter feio pelo seu valor camp, uma pessoa com gosto menos refinado pode enxergar sofisticação naquela peça. Por fim, o termo “kitsch” refere-se à arte, música ou literatura, enquanto “camp” é um termo muito mais amplo.

 

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

A indústria têxtil está em polvorosa com os potenciais do #grafeno na moda. ?? . Com apenas um átomo de espessura, esse material é simplesmente a camada mais fina possível de grafite, o material usado para fazer lápis. ARRASTE as imagens e conheça um pouco mais sobre o avanço dessa tecnologia.?? . Gostou? Então curta, comente, compartilhe. ? . Artigo completo no www.fashionbubbles.com . • • #fashionbubbles #modaetecnologia #modacomconteúdo #modacomconteudo #inovação #modaetecnologia #industriatextil #tecidosinovadores #industriadamoda #tecidostecnologicos #tecidostecnológicos #modatecnologica #blogsdemoda #sitedemoda #futurodamoda

Uma publicação compartilhada por Fashion Bubbles – Denise Pitta (@fashionbubblesoficial) em

06 maio 2019
Francieli Hess

Francieli Hess

Francieli Hess é formada em Design de Moda pela UDESC e já estudou Cultura e Progettazione della Moda em Florença. Trabalha como estilista freelancer em Florianópolis e é apaixonada por criação, história, branding e comunicação. Instagram: @fvhess