Bolsas de Palha – A evolução da tendência para o Verão 2019

por Francieli Hess
/ 16 agosto 2018 / 3comentarios

Quando as bolsas de palha apareceram nas mãos das fashionistas, muita gente achou que a vida do acessório seria curta. No entanto, o aspecto artesanal e a riqueza das fibras naturais caíram no gosto do mundo da moda e o acessório não para de ganhar releituras cada vez mais moderninhas! Confira:

A evolução das bolsas de palha

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O cesto de palha virou hit pela primeira vez nos anos 70, graças à atitude despojada da musa Jane Birkin, que carregava o seu pra lá e pra cá. Ela foi responsável por trazer um ar descolado para o acessório, que passou a ganhar espaço também nas cidades.

Em 2017, as bolsas artesanais feitas em palha, ráfia e vime foram febre no verão brasileiro e também no europeu. Com detalhes como pompons e tassels coloridos, elas eram moderninhas na medida certa para transitar entre a praia e as metrópoles. Shapes grandes com detalhes monogramados e releituras dos cestos vintage foram os preferidos da mulherada.

A palha está forte também nos chapéus e foi aposta da Chanel, confira em:

Jane Birkin e sua inseparável cesta de palha

Durante o ano de 2018, a tendência ganha novo fôlego e promete marcar presença também no Verão 2019. Para atualizar a produção, aposte nos modelos com formatos diferenciados, como a bolsa Tautou, feita em ráfia com formato esférico pela marca Ulla Johnson, ou as bolsas tote da Cult Gaia, em bambu vazado e bem estruturado. Com esses novos shapes, o acessório fica perfeito tanto no verão quanto no inverno, trazendo um toque artesanal para a produção.

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Ulla Johnson

Shapes diferenciados elevam as bolsas de palha, ráfia e bambu a um novo patamar.

Cult Gaia

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Em 2019, encoste os pompons e aposte no mix de materiais. Ráfia e couro fazem uma combinação rústica e ao mesmo tempo moderninha. Para as apaixonadas por tramas artesanais, a marca cearense Catarina Mina traz uma seleção incrível que mistura crochê, macramê e palhas brasileiras.

Tudo feito habilmente pelas mãos das artesãs do projeto, que conta com uma política bem bacana de preço transparente. No site, você consegue ver o valor de custo de produção de cada peça e, assim, valorizar mais a beleza de cada uma delas.

Detalhes em couro para tirar a palha do óbvio

Catarina Mina

Detalhes das bolsas Catarina Mina

Outra marca brasileira para ficar de olho é a ethne, comandada pela jornalista de moda Samira Campos. Como uma caçadora de tesouros, ela viaja o mundo em busca de peças únicas, feitas à mão e cheias de significado. A grande aposta para o Verão 2019 são as bolsas vindas diretamente do Marrocos, as cestas de fibra de Cabuya feitas no Equador e as bolsas de ráfia colorida produzidas em Gana, na África.

Samira Campos com bolsa feita em Gana e, no detalhe, as bolsas de ráfia das medinas marroquinas. 

Bolsa de fibra de Cabuya, produzida à mão no Equador. As peças da ethne podem ser compradas pelo Instagram. 

16 agosto 2018
Francieli Hess

Francieli Hess

Francieli Hess é formada em Design de Moda pela UDESC e já estudou Cultura e Progettazione della Moda em Florença. Trabalha como estilista freelancer em Florianópolis e é apaixonada por criação, história, branding e comunicação. Instagram: @fvhess