Saúde Mental – Como está nossa mente?

por Rovella & Schultz Boutique Press
/ 26 novembro 2019

Em um período de transição, como este que vivemos, é comum que as pessoas sintam um senso de confusão e incerteza. Quando somadas, a enorme ebulição de novos pensamentos, tecnologias e formas de vida, podem ser responsáveis por angústias e até instabilidade mental.

O que está acontecendo conosco e nossa mente?

A sobrecarga de informações, o esforço para nos mantermos atualizados, a velocidade das novas descobertas tanto científicas como tecnológicas, e até mesmo a velocidade da moda, junto a uma cultura de consumo exacerbada, geram uma pressão mental que está nos deixando exauridos.

Soma-se a isso a natureza violenta de boa parte dos estímulos (77 % dos noticiários de televisão é de crime e violência e até mesmo a programação infantil é assustadora).  Desta forma além de lidarmos com problemas pessoais, locais e nacionais, acabamos envolvidos em problemas de quase todos os cantos do mundo.

Nossos cérebros são a base para o congestionamento mais nocivo de todos os tempos: um fluxo inevitável de mentes aceleradas pela tecnologia colidindo com uma psique humana cada vez mais exaurida.

Conversamos com o médico e especialista em Psiquiatria Integrativa, Dr. Victor Brandão para entender o que se passa em nossa mente, como lidar melhor com todo esse turbilhão e, principalmente, como ter uma saúde mental estável em uma sociedade acelerada e em profunda transformação.

Podemos adicionar ainda, a nossa necessidade de atender às expectativas sociais, a demanda da família e até mesmo as tentativas para alcançar a tão sonhada qualidade de vida.

É muita pressão! O que nos leva à insatisfação e à ansiedade. Sem contar o desejo por uma felicidade e estilos de vida inalcançáveis, como os mostrados em redes sociais perfeitamente editados, gerando ainda mais frustração, explica Dr Victor.

A linha de pensamento que ele segue vai pelo caminho de uma vida mais equilibrada, onde aspectos como espiritualidade e propósito, também são levados em conta, e, não somente a busca de qualidade de vida definida por padrões externos.

Veja também: A Nova Cultura do desejo: À beira da Loucura (com tanta informação e expectativa).

Mas o que isso quer dizer?

“Neste pensamento de vida qualificada, avaliamos o indivíduo como único”, conta Brandão. Deve-se pensar no que o faz feliz e o que é bem-estar para aquela pessoa, de acordo com suas habilidades, personalidade e gosto.

Isso porque, mesmo quando fala-se em qualidade de vida, se pressupõem padrões. O que normalmente definimos como qualidade de vida é baseado em um padrão definido pela sociedade, mas, não necessariamente, irá completar e satisfazer aquele indivíduo.

O que nos desequilibra atualmente?

Para Dr. Victor Brandão estão entre as questões causadoras de desequilíbrios, aspectos como a falta de Autoconhecimento, isto é, precisamos buscar conhecer nossa essência, saber quem somos e procurar entender o que nos faz feliz, independente das pressões externas.

A Auto responsabilização é outra peça importante neste quebra-cabeça ou seja, precisamos ter consciência das escolhas. “Somos autores e reféns de nossas escolhas, a ausência de ambos (autoconhecimento e auto responsabilização) podem acabar intensificando a angústia humana”, esclarece Dr Victor.

Paralelo a isto, também existem as questões orgânicas do indivíduo. Seus hábitos de vida contam como fatores importantes, assim como a relação corpo-mente-espírito. Tudo deve ser aprimorado para o verdadeiro processo de cura, pois nada ocorre de forma isolada.

E o que faz a Psiquiatria Integrativa?

 

A Psiquiatria Integrativa refere-se a uma psiquiatria que considera os diversos aspectos da saúde: biológicos, psicológicos e sociais. Também trata da integração de diferentes formas terapêuticas incorporando o uso de medicamentos com as psicoterapias e diversas formas de promoção da saúde.

Destacando que a Psiquiatria Integrativa o foco é o paciente, não a doença.

O trabalho do Dr. Victor Brandão ajuda o paciente a buscar a fonte do problema e da angústia. Assim como procurar descobrir o que realmente o faz feliz, tendo consciência que atender as expectativas externas de felicidade e sucesso não é uma obrigação.

Esse trabalho leva em conta a vida do paciente como um todo, buscando encontrar os melhores caminhos para suas questões. Além disso, sempre o coloca à frente da doença, tendo como o foco ele e não seu distúrbio.

“Dentro da Psiquiatria Integrativa nós consideramos até mesmo a bioquímica de cada um, na hora de determinar qual será o melhor tratamento, sempre pensando também com o que a pessoa se identifica”, afirma Victor Brandão.

Quais são os caminhos possíveis?

Como serão avaliados desde a bioquímica até a personalidade de cada um, existem infinitas opções. Tradicionalmente a Psiquiatria trata com medicamentos, mas nesta vertente estes podem vir como fitoterápicos, terapias alternativas, vitaminas, reposição hormonal…

“Avaliamos o que o paciente acredita e em que tratamento se sentirá mais confortável e confiante”, explica o especialista. Segundo Victor, a cura vem por meio do equilíbrio de corpo, da mente e do espírito e destes entre si.

26 novembro 2019
Rovella & Schultz Boutique Press

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