Óculos Italia Independent – Super estilosos, eles prometem virar febre no Brasil

por Denise Pitta
/ 24 março 2015

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Conheça a grife super cool, Italian Independent, que vem fazendo sucesso entre famosos e fashionistas. Veja entrevista exclusiva com o Managing Director & CFO da marca no Brasil, que fala sobre Identidade Brasileira na Moda; o panorama atual da economia brasileira, desafios e oportunidades.

A grife de óculos Italia Independent, sensação no circuito de moda internacional, foi criada em sociedade pelo herdeiro da Fiat, Lapo Elkann, com Giovanni Accongiagioco e Andrea Tessitore. Com pouco mais de sete anos, nasceu para o sucesso – já está em 43 países, e agora, também no Brasil, nas principais óticas.

A marca vem dando o que falar com seus óculos coloridos e super cool que de cara virou queridinha dos famosos. O recém apontado como Managing Director & CFO , Graziano Messana, explica que a Italian Independent traz um conceito totalmente novo, inspirado no lifestyle italiano, em que os óculos são vistos como um acessório importante na hora de complementar o look.

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“Minha regra de elegância é: ser sempre você, não interessa o quê”, entregou Lapo à Revista RG. “Criamos uma linha de óculos clássicos, utilizando materiais completamente inovadores. Tudo isso com um preço justo. É o que eu chamo de luxo acessível”, discorre.

O diferencial da grife é trazer peças de design, com acabamento perfeito, tecnologia de ponta e preço justo. Feitos de fibra de carbono, eles trazem um mix perfeito entre a tradição italiana e a inovação.

As peças mais comentadas da grife são aquelas cobertas de veludo, que não descola; as camufladas, esculpidas artesanalmente; e o mais novo lançamento: os modelos EYEYE que usam a impressão digital HD, para a mais alta definição das linhas de suas texturas.

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Os óculos da Italian Independent trazem ainda novidades como lentes ultra coloridas (uma super tendência que já está bombando na Europa), armações que mudam de cor com a alteração de temperatura e texturas para lá de modernas.

A política comercial da Italia Independent vai permitir que os óculos da grife possam ser encontrados na melhores óticas do país. Os preços aqui vão oscilar entre R$ 370 e R$ 900. Já a linha Eyeye será lançada em breve com preços diferenciados.

Os óculos da marca podem ser encontrados em óticas como:

  • Lunette
  • Brasolin
  • Oculista
  • Wanny
  • Miguel Giannini

Oculos luxo italian independentAs peças mais comentadas da grife são aquelas cobertas de veludo, que não descola

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Os óculos da Italia Independent são produzidos na Itália com tecnologia de ponta e tecidos usados no acabamento da Ferrari

Entrevista exclusiva para o Fashion Bubbles com Graziano Messana, Managing Director da Italian independent no Brasil

Messana fala do momento de crise e das expectativas da marca de uma forma muito positiva, afirmando que o Brasil é um país cíclico e que apesar do panorama de desaceleração da economia, o país permanece com oportunidades em diversos setores.

Graziano também discorre sobre Identidade Brasileira na Moda. Confira em primeira mão:

Recentemente a marca aportou no Brasil. Quais os diferenciais e as principais apostas para que a Italia Independent conquiste o mercado brasileiro?

A Empresa Italiana acabou de entrar no Brasil com um investimento bastante agressivo para o 2015 e com pretensão de competir com os grandes players. Está, também, inaugurando um novo escritório em São Paulo, no bairro de Moema, para agregar no estilo da Italian Independent, os novos produtos que acabaram de ser lançados na Mido 2015.

Além da linha tradicional que já chegou ao Brasil, destaque para um produto muito novo que se chama EYEYE com um conceito totalmente diferente: um óculos que pode ser estampado de forma digital, em materiais diferentes.

O EYEYE tenta produzir lifestyle Italiano, no sentido de entender o óculos como um acessório que ajuda a complementar o look.

Hoje, até nós homens, temos várias bolsas, vários relógios e cintos e gostamos de combinar meia com gravata. E obviamente isso vai se estender também para os óculos. Para mulher este processo será muito mais amplo, aumentando a possibilidade de escolha dos acessórios.

O tipo de conceito trabalhado na linha EYEYE é um óculos com preço mais acessível, mas com muito design e tecnologia, que vai permitir a possibilidade das pessoas terem mais modelos e passar a perceber os óculos como um complemento para o visual.

Isso é uma coisa muito italiana e o grupo está lançando um produto muito revolucionário. O destaque é justamente esse conceito diferente.

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Com apenas 7 anos, a grife já está em 43 países. É um plano de expansão bastante agressivo. Como será este processo no Brasil?

Nesse processo de expansão, em uma primeira etapa, a Italian Independent, abriu um escritório em um bairro muito estiloso de Miami. Já a segunda etapa foi o escritório em São Paulo, onde está investindo bastante. Por exemplo, em abril, vai participar da Expo Abióptica 2015, em São Paulo, e está trazendo muitos produtos novos do grupo.

A casa matriz também está lançando várias parcerias com marcas muito fortes no mundo e vai lançar uma coleção dedicada para Adidas em 2016.

No Brasil, estamos apostando muito, com uma política bem agressiva em termos de crescimento comercial, contratando pessoas, estruturando nossa força comercial, estruturando toda parte operacional da empresa, pensando em uma gestão sólida do ponto de vista financeiro e também pensando em uma política sustentável, porque será um investimento de longo prazo.

Queremos crescer ao ritmo rápido da casa matriz da Italian Independent, justamente gerenciando um mercado como o Brasil que nos últimos anos cresceu muito.

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Mas o Brasil tem desacelerado o crescimento e ouve-se falar até em recessão, como fica todo esse investimento nesse novo panorama?

Estávamos acostumados a ver um Brasil que cresceu muito nos últimos anos e agora está crescendo quase nada. Virou um país normal como os outros que não estão crescendo, diante de uma China que possivelmente está entrando em crise, diante de uma Europa que está aos poucos acordando, ou os Estados Unidos que estão já saindo da crise.

Temos consciência que o país está desacelerando e que o Brasil é um país cíclico. Tem tido baixo crescimento, chegando a zero, mas dentro do meandro de volume do país, que é muito grande… Existem setores que estão indo mais ou menos e setores que estão indo bem. Estamos preparados para essa fase de ciclos do Brasil, mas não estamos preocupados. Pelo contrário, o grupo está investindo e está com tudo para poder atingir os objetivos de budget no país.

Estamos bem convencidos que vai ter muitas novidades no decorrer do ano e que vamos ter uma trajetória de sucesso. A marca tem tido uma ótima aceitação! Estamos vendendo em óticas muito grandes, até fora de São Paulo. Já são pelo menos umas 30 lojas. E temos uns 400 modelos de óculos, que já estão sendo vendidos no Brasil.

Estamos preparando um crescimento de forma mais estruturada. Imagina que o consumidor que comprou o produto, ainda conhece pouco a marca. E a Casa Matriz investe muito nesse sentido, não só esforço financeiro mais também esforços de talentos com uma capacidade muito elevada, pois é um grupo que gasta em marketing e em comunicação, o que é muito importante para esse tipo de brand.

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Fale um pouco sobre Graziano Messana

Administro outras marcas no Brasil. Uma marca para entrar no Brasil tem que ser por São Paulo que é a porta principal. Se a marca ou empresa se firma em São Paulo depois é mais fácil se estender ao país inteiro!

Já uma marca que se firmou no sul ou em outra região não é tão óbvia que consiga entrar em São Paulo.

E o que acha de São Paulo?

Sou italiano e moro em São Paulo há 8 anos. Gosto de morar aqui, São Paulo é uma jungle city. Uma cidade bem caótica, mas com muitas oportunidades.

E sobre as marcas brasileiras, o que acha?

Havaianas é um branding muito lindo de uma grife brasileira que conseguiu se firmar, ser conhecida no mundo inteiro, surgindo com um conceito de marca muito forte que conseguiu criar um produto , criar uma demanda sobre um produto, essa é uma maneira muito interessante de analisar o case das Havaianas.

Antes, o tipo de chinelo das Havaianas era usado por pessoas muitos simples. O chinelo não era da cultura de uma pessoa da classe media ou alta. E as Havaianas conseguiu transformar um produto que quase não existia na utilização de uma pessoa de uma classe social mais alta em um produto fashion, charmoso, recriando seu conceito, inclusive através de parcerias com marcas internacionais.

É uma marca que consegue ser acessível e ao mesmo tempo, pode ser encontrada nos pés de uma popstar que tem uma calça de crocodilo de 15 mil dólares.

Tyrol, para crianças, é um branding que está se destacando bastante. No Brasil esse é um mercado de destaque. Em São Paulo é o único mercado que conheci que tem uma integração com hospitais, inclusive, hospitais conhecidos como São Luis, além de clínicas que tem integrados o cineasta que vai fazer o filme do parto… Tem uma indústria que começa da mulher grávida e vai se estendendo.

Marcas como Tyrol consegue vender roupas a R$ 300,00 a R$ 350,00, neste mercado de criança. É incrível como cresce!

Outra marca que vem se destacando e que criou uma personalidade própria bem brasileira é a NK Store. Sua história foi definida com a concorrência com a Daslu e sob o ponto de vista de criação, a Daslu reduziu e a NK Store foi se consolidando.

O que identifica como uma identidade brasileira?

Eu percebi que o Rio de Janeiro é muito animado em relação a sair com produto diferenciado, como os biquínis. Eu diria que o estilo de roupa carioca, não é um estilo brasileiro, porque tem uma identidade própria. É uma identidade, dentro da identidade maior do Brasil. É também uma vitrine.

Uma particularidade é a atitude do povo brasileiro, que é um povo alegre e olha o copo sempre meio cheio, independente das notícias boas ou ruins da imprensa. O povo é sempre o mesmo, não ficou mal humorado ou bem humorado porque o país estava na moda e não está mais. Essa é uma característica muito interessante: uma abordagem alegre e extremamente otimista da vida.

Quando mudei para o Brasil em 2006, o Brasil não era da moda, depois ficou na moda e agora está tendo um eco internacional negativo, mas a atitude do povo brasileiro é sempre a mesma. Não ficam mal humorados como na Itália quando veia a crise.

Isso é o que eu acho legal como identidade no país, o que se traduz nas brands, que são muito alegres, criativas, como Melissa, Havaianas, Farm.

Você representa 20 empresas aqui no Brasil. Você continua vendo o país como um celeiro de oportunidades?

Absolutamente, nós representamos marcas de mosaicos de luxo. Representamos empresas que acreditaram no mercado mobile, que no país tem 200 milhões de pessoas e 210 milhões de linha telefônicas. Mídia social é um mercado fortíssimo no Brasil. Para se ter uma noção, no âmbito de trabalho, o Linkedin atingiu 20 milhões de usuários ativos, só no Brasil. O mercado do trabalho muda, com 20 milhões de usuários capacitados cadastrados no Linkedin. Até as empresas internacionais de recrutamento mudam, porque hoje você pode monitorar o mercado de trabalho pelas redes sociais.

Sabemos que o Brasil tem uma pirâmide que é até estratificada, coisa que não existe na Europa, e esse é um desafio para o país fazer crescer as classes baixas e médias para classes mais elevadas. Essa é uma dinâmica que é definida de A, B, C, D até a pobreza. Sabemos que nos últimos 5 anos 45 milhões de pessoas subiram de classe e se tornaram consumidores.

O Brasil é um país que tem tecnologia, inovação, você pode encontrar muitas oportunidades, mesmo nesse momento mais “calminho”.

Assisti um evento com o ministro da fazenda Joaquim Levy, e percebi que ele tem ideias bastante firmes para timonar a economia brasileira. Vejo o Brasil, como um transatlântico, aquele navio muito grande. Um barco pequeno você consegue pilotar e mudar de direção mais rápido. O Brasil pelo tamanho, dos números, do PIB , para quem pilota, mudar a direção, não é de um momento para outro.

(Graziano Messana é desde 2006 tb Managing Director da GM Venture que administra mais de 20 empresas estrangeiras no Brasil inclusive a Itália Independent.)

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Por Denise Pitta

24 março 2015
Denise Pitta

Denise Pitta

Denise Pitta é digital influencer e empreendedora. Idealizadora do Fashion Bubbles, é também editora chefe do portal que já recebeu mais de 107 milhões de visitas. Estilista, formada em Moda e Artes Plásticas, atuou em diversas confecções e teve marca própria de lingeries, a Lility. Começou o blog em 2006 e está entre as primeiras blogueiras brasileiras da moda. Também desenvolve pesquisas sobre História e Identidade Brasileira na Moda e Psicologia Analítica. É apaixonada por filosofia, física quântica, psicanálise e política. Siga Denise no Instagram: @denisepitta e @fashionbubblesoficial