Uma realidade dolorosa, a CALVÍCIE, deve ser encarada como doença?

por Colaboradores
/ 18 dezembro 2008 / 3comentarios

550343-A-calvície-feminina-é-um-problema-muito-comum-entre-as-mulheres.-Foto-divulgação

Por Leandro Montesino

Toda mulher fica louca quando percebe que seus cabelos estão caindo, e isso ocorre mesmo quando a quantidade de fios que caem é uma quantidade normal.

Geralmente relacionada ao sexo masculino e quase nunca tratada com a seriedade que merece a calvície não é mais um problema só dos homens, e está cada vez mais afetando mulheres no mundo todo, inclusive as mais jovens.

Os primeiros sinais do problema costumam aparecer entre 20 e 25 anos em ambos os sexos. O chefe do setor de dermatologia do Hospital Israelita Albert Einstein, Mário Grinblat destaca que “pequenas quedas de cabelo são normais em certas doenças sistêmicas ou em casos de distúrbios psiquiátricos ou até mesmo em pacientes com oleosidade excessiva da pele, o que inclui o couro cabeludo”.

Relatórios do FDA (Food and Drug Administration) apontam mais de 20 milhões de mulheres nos Estados Unidos com calvície, e no Brasil, aonde não há estudos sobre o tema, especialistas estimam uma proporção semelhante, ou seja, aproximadamente 15% do público feminino. (…)

Segundo a Dra. Daniela Bornea, Farmacêutica e Bioquímica formada pela USP e Diretora Técnica da Madarrô Cosméticos, “alopecia, conhecida popularmente como calvície, significa ausência ou diminuição dos pêlos”, e pode ser classificada como:


Androgenética: a mais comum entre as alopecias, está relacionada a fatores genéticos, distúrbios hormonais ou pós-parto, estresse e processos infecciosos. Ocorre nos dois sexos.

• Areata: acredita-se que este tipo de alopecia seja causado por motivos emocionais e auto-imunes, e a aplicação tópica de esteróides pode ser usada como opção de tratamento.

• Alopecia induzida: causada por estresse.

• Tração: Este tipo de alopecia é causada com a constante tração intensa em penteados, como as famosas trancinhas afro e rabos de cavalo. Inicialmente é tratável, mas pode se tornar irreversível.

• Quimioterapia: também pode causar alopecia, porém temporária. O novo cabelo pode apresentar formato, volume e cores diferentes.

Para Grinblat, “a manipulação inadequada de cosméticos e produtos de beleza também pode representar um fator agravante à calvície”.

Leia matéria completa no site do MMeilus Studio.

Por Leandro Montesino

18 dezembro 2008
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