Sócios – Onde estava com a cabeça quando pensei nisso?
Negócios & Indústria da Moda | Vinicius Moura | May 8, 2009 at 5:35 pmAnúncios

Um colega se queixa do seu sócio. A parte que ele devia ser responsável não se desenvolve, fornecedores e colaboradores reclamam. O pró-labore fica aquém da necessidade dos sócios. Com tantos pequenos problemas para resolver não se encontra uma forma, nem tempo para a captação de novos clientes. A queixa começou com a ineficiência do sócio, mas foi aumentando até que o sócio ruim ficou culpado até pela inadimplência e os preços desonestos que a concorrência anda praticando…
Para ele ficou mais evidente a incompetência do sócio depois de frequentar cursos de liderança, logística, marketing… Mas, vamos começar do início. Como se costuma começar uma sociedade, principalmente nas pequenas empresas? Um tem um projeto, o outro tem o dinheiro. E como se decide as posições na empresa? Um é articulado e falante, portanto, fica com a parte comercial, o outro é contido e limitado, fica com a administração das contas e do pessoal.
Não, não vamos começar dizendo que escolhas assim são erradas, afinal, procuramos sócios porque por algum motivo, não dá para fazer sozinho. Encontramos além do investimento, qualidades no outro que complementam nossos próprios talentos. E o projeto (o sonho, a necessidade, o plano, a urgência, a única saída ou do que quiser chamar) tem que sai, planejado ou não, tem que iniciar de um ponto qualquer que seja ele. E iniciar por si só já é um grande passo, muitas vezes ficar ponderando acaba levando a lugar nenhum.
Como escolher o sócio?

Muitas vezes percebo que tudo o que se espera de um parceiro como sócio é que ele seja honesto. No meu entender esta é a menor das qualidades – mas, é também, qualidade básica – sem isso não dá para pensar adiante. A honestidade – qualidade pequena e básica para o negócio - é uma via de mão dupla e você pode estar desejando a honestidade da parte do futuro sócio da seguinte forma: “não quero que me passe para trás”. Este é um recado comum que também repassamos aos colaboradores quando dizemos “nesta empresa prezamos a honestidade”. Observando bem, verá que estamos enviando um recado a todos pedindo encarecidamente “não me ofenda”.
A melhor mensagem de honestidade é o exemplo. Resolver as questões que se apresentam prontamente, honrar compromissos… São os detalhes que revelam as entrelinhas, tirar proveito financeiro numa compra de origem duvidosa, faltar com a palavra, enganar o fisco, esquivar-se do cliente frente uma questão de garantia, etc. Coisas comuns revelam SUA honestidade perante o pedido de honestidade do outro.
O quanto se necessita de honestidade é o quanto se é honesto. Sendo assim, deve-se primeiramente reconhecer o que sou para não exigir – da parceria – muito mais do que se consegue dar. E é isso que invariavelmente acontece, falhamos inconscientemente no básico e continuamos a exigir a mais absoluta fidelidade do outro. É neste ponto que nasce a maioria dos conflitos entre sócios. Da mesma forma que faço com o quesito honestidade, exijo do sócio responsabilidade, empenho, dedicação, compromisso e etc, muito mais do que eu mesmo faço.
A escolha pelo parceiro deve ser medida pela sua própria medida. Se ELE for muito mais exigente e detalhista que você, provavelmente ele terá problemas com VOCÊ. Se você escolher alguém muito mais relaxado com as questões que você considera relevante, terá problemas com ELE. De qualquer forma o problema será sempre SEU.
Cada um tem uma forma única e muito pessoal de resolver problemas, se você tem a opinião de que há somente duas formas de resolvê-los sendo: do meu jeito ou do jeito errado, dificilmente dará espaço para o parceiro se desenvolver. A relação comercial passa, estreitamente, pela relação pessoal e a capacidade de ouvir e pesar as diferenças são normalmente vantajosas para ambos. Fortalecida a relação pessoal mais desenvolvida passa a ser a comercial.
Que outras qualidades esperar do sócio?
Não se espera nada do outro, ele já é tudo o que você mesmo pôde apurar. Acreditar que ele será muito mais do que é, é jogar na loteria. As pessoas se desenvolvem, mas dificilmente mudam. Além do básico já citado qual habilidade o negócio necessita? Relação comercial, administração do pessoal, organização?

Por Vinícius Moura


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Vamos ver se entendi.
O Sr Alberto te contratou um dia e tinha uma empresa formada por ele e o filho.
Em determinado momento a coisa desandou. Ele encontrou em você algo de potencial que poderia ser convertido em
bons lucros para a empresa. Para nao te perder ele ofereceu 25% de lucro e 25% da empresa.
Até aqui nada mal, nao é? 25% onde vc nao investiu nada parece um bom negócio.
E foi pensando assim que vc topou.
Eu também toparia, pois parece uma ótima “porta de entrada” para empreender.
Voce ficou com a parte de desenvolvimento de sistemas e ele ficou com os contatos comerciais.
Até aqui também parece justo cada um se “acomoda” naquilo que lhe é natural… Naquilo em que tem mais facilidade de se
desenvolver, uma vez que ninguém é bom em tudo…
O que lhe incomoda é porque o Sr Alberto que lhe ofereceu parte da empresa (ou toda ela, no que diz respeito a desenvolvimento)
e ao mesmo tempo nas “letras pequeninas” está escrito que o que for desenvolvido é de propriedade dele?
Eu nao conheco o sr Alberto, mas sei que repetimos nossos comportamentos e invariavelmente acabamos tendo os mesmos
resultados. Como ele já teve várias empresas é possível que esta repetição esteja acontecendo novamente. E o que é que ele
pode estar repetindo? Como sua própria dúvida sujere é que ele pode acreditar que em determinado momento ele é totalmente
autosuficiente e deixe de querer dividir o bolo. Ele também nao percebe que ao tomar atitudes assim pode (e deve) estar
dividindo sua própria força de trabalho.
Assim, quando ele tiver os softwares desenvolvidos e melhorados por voce, ele poderá vender sem precisar dividir nada.
Mas, isso também é uma visão muito malvada da minha parte. E você também nao é uma pessoa inocente. Está “aproveitando” da coragem do Sr Alberto para também iniciar seu proprio negócio. Estará bastante próximo para aprender a negociar, a contactar os clientes, a identificar clientes em potencial e a desenvolver estratégias para conquistar seu espaço no mercado. O Sr Alberto lhe dá uma “segurança” para, enfim, ter sua propria empresa. Aproveite e aprenda tudo que puder enquanto está sob sua tutela. Sem dúvida ele tem coisas boas a serem absorvidas e aspectos que voce mesmo poderá melhorar.
Ele está te fazendo de laranja? É possível. A empresa em seu nome cai sobre você todos os custos, impostos, possíveis processos trabalhistas e por parte de clientes… Até aqui eu acredito que é um custo pelo seu aprendizado e pela sua “emancipação” em empreender.
Descubra em você mesmo o que foi que ele “encontrou” como valor para lhe oferecer parte da empresa.
Com certeza foi algo valioso para ele, e que, provavelmente é tão natural para voce que vc mesmo nao perceba.
Se for por acaso, sua qualidade tecnica em desenvolver sistemas, aprenda também como desenvolver a parte comercial, afinal, posso ter um bom produto, mas se eu nao tiver contatos e alguma habilidade em vender minha imagem e meu serviço meu talento nao vale nada. E vai ficar sempre dependente de Senhores Albertos do mundo.
A partir do momento em que vc me escreve com desconfiança de seu sócio, já fica declarado que algo nao vai bem.
O ideal é que entremos em qualquer relação com clareza de objetivos, e com identificação de valores (ambos valorizem, respeito, ética, honestidade…). Se cada um age por sí e o objetivo da sociedade é apenas o lucro. As chances de o dinheiro moldar a sociedade para algo ruim para ambos é muito grande, e é o que parece já estar acontecendo.
Se você conseguir uma conversa franca com o Sr Alberto apontando aquilo que te incomoda pode ser uma chance de “acorda-lo” para seu comportamento repetitivo que por tantas vezes o fez abrir e fechar empresas…
Mas, como a conversa é dura e ele pode nao aceitar muito bem, talvez o que lhe caiba é aprender tudo sobre os bastidores de uma empresa, conhecer e saber identificar as necessidades do cliente que na maioria das vezes nao sabem expressar exatamente o que querem… Descobrir isto é a chave para seu negócio. O cliente paga feliz para voce resolver uma questão que nem ele consegue identificar. Da mesma forma que paga de forma infeliz (ainda que baratinho) por algo que ele nao consegue usar nem o ajuda.
E muitas vezes nós como empreendedores ficamos felizes de fechar um negócio, sem saber se conseguimos atenter a contento o cliente. O equivoco é nao saber que nosso cliente é também nosso melhor vendedor.
Boa sorte.
pensei em pedir sua opinião sob o caso. Caso não possa opinar ou me ajudar, por favor, desconsidere este meu e-mail e me desculpe pela intromissão.
Bom vamos lá…
A sete anos atrás eu entrei pra trabalhar com o Sr. Alberto, que hoje é meu sócio “não no papel”. Trabalhavas-mos Eu, ele e o filho dele; onde O Sr. Alberto era sócio do seu Filho Rodrigo.
dentro de um ano a sociedade deles de rompeu, então foi um pra cada lado e eu fui com o Sr. Alberto. Trabalhava-mos no ramo de desenvolvimento de sistemas e o Sr. Alberto ficava com a parte comercial,
mas pra quebrar o galho ele também começou a desenvolver, até que um belo dia eu comecei a desenvolver os sistemas e peguei o jeito. Logo então ele me propôs 25% de comissão sobre o lucro liquido da empresa e mais a frente me cedeu 25% da empresa. O Sr. Alberto tem 55 anos e eu tenho 27 anos. Ele já se envolver em mais de 20 sociedades e eu em nenhuma. Atualmente sou registrado como funcionário e agora chegou a hora de abrir a empresa pois ele é autônomo e a empresa cresceu muito, explicarei abaixo alguns pontos que me intrigaram.
No primeiro contrato ele me colocou como dono absoluto da empresa que seria aberta e esta empresa prestaria serviço pra ele, onde ele seria o dono de todos os sistemas e a empresa
Somente desenvolveria os sistema pra ele. Estou sentindo que ele quer me fazer de laranja…
Tenho plena certeza e graças a Deus, que a empresa chegou onde esta por causa minha e dele, mas sinto que agora ele que ficar no controle de tudo, e corro riscos de ficar pra trás…
Tenho que decidir se seguirei sozinho ou se devo confiar nele e contar com o apoio de contrato social muito bem feito. Sinceramente não confio mais nele, e não fiz nada que pudesse dispertar
Desconfiança nele, só acho que o dinheiro começou a fazer efeitos a ele.
No aguardo de sua opinião que é importante para mim,
Abraços,
Arrasou Vini!
Muito bom, eu já vi de perto essa situação, abraços.