Reflexões sobre auto-conhecimento e liberdade

Reflexões & Comportamento | Vinicius Moura | November 27, 2009 at 3:09 pm
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Sustentabilidade – Proteja as zebras

Email recebido de Arlindo Caio.“Meu avô foi advogado, meu pai é advogado, tranquei a matrícula de direito e estou fazendo Música, apesar de estar gostando muito, noto que meus pais não me olham da mesma forma. Sinto que quebrei a corrente.”

Há muito, as zebras pastam felizes. Se a mãe zebra foi devorada por um leopardo ontem, hoje a filha zebra pasta tranqüila. Carrapatos, alguns espinhos e mosquitos podem chatear um pouco, fora isso a vida passa, ela se reproduz e pasta tranqüila.

Uma ameaça ronda as moitas, o céu escuro no horizonte antecede uma tempestade ela corre para o morro para se proteger e continua a pastar tranquila. Um dia, sem nada de especial e sem motivo aparente, a zebra tem um grande insight e descobre “Nossa, sou uma zebra!”. E este dia que parecia não ser relevante passa a ser o dia mais feliz da vida de uma zebra. Ela descobre que nasceu. Com isso descobre que sua vida é pastar, fugir de ameaças e se reproduzir. Parece simples, mas todas as outras zebras de cabeça baixa apenas pastam. Por sermos humanos muito mais espertos que zebras, nos parece simples demais este “esplêndido” insight (ironia).

Consequentemente o dia mais triste na vida de uma zebra se dá quando ela tem um NOVO insight “Sou uma zebra!”.  Descobrir algo tão incrível tem inúmeras conseqüências: “minha vida corre perigo, será que há uma zebrinha linda reservada para mim? A chuva que cai vai deixar o campo verdejante ou vai alagar as pradarias?”. Sou uma zebra e não estou no topo da cadeia alimentar… E por aí vai.

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Algumas pessoas são “zebras pensantes”, com os mesmos insights bons e ruins. Estas descobertas acerca de nós mesmos demandam responsabilidades que só descobrimos porque houve o insight. Não é interessante? Somos todos num momento zebras e de repente, levanto a cabeça na multidão enxergo todos e percebo “sou uma zebra!”. Faço as mesmas coisas, tenho os mesmos propósitos, quero as mesmas coisas e resolvo as questões que se apresentam da mesma maneira (trabalho, saúde, relacionamentos…).

Quando tenho o insight “Sou uma zebra”, a felicidade, agora, tem que ter qualidade. Não basta ser feliz simplesmente (enquanto pastava não era assim?). Neste momento não nos basta mais pastar. Depois do insight que felicidade há em pastar e fugir? Levantar a cabeça e descobrir talentos, dons, qualidades sobre você mesmo resulta num engrandecimento que faz valer a pena estar vivo. O preço é que inevitavelmente enredamos em novas questões mais desafiadoras, grandiosas e adultas. Isso, agora, não acaba nunca mais.

Levantar a cabeça não é tão simples. Nada simples. Sendo zebras levantar a cabeça é correr o risco de não ser aceito pelos seus pares. É o risco de deixar de ser amado justamente porque não cumprimos mais com as expectativas (Aquele filme Happy Feet lembra?).

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O fato é que quando uma zebra levanta a cabeça, não é mais uma zebra. Por isso é difícil amar e continuar sendo amado por zebras. Agora ela é uma nova referência para outras que ousam olhar para o lado.  Um filho pode mudar toda uma família.

Podemos entender como um talento, ou dom, mas não há propósito para alguém que corajosamente enxerga o que os outros não vêem. Resta apenas a tremenda dificuldade de se desvencilhar das antigas referências e se tornar novo modelo. Não há escolha, levantou a cabeça e descobriu que poderia ser diferente é o suficiente. Não tem caminho de volta. Pode até não se fazer questão de buscar respostas que saciem os porquês. Uma coisa é certa: a pergunta “deve ter algo mais, além disso tudo” e não se cala mais.

Deve ter sido num momento assim que alguém imprimiu aquela frase no vidro traseiro do carro: “não me siga, estou perdido”. Outro alguém proferiu: “a ignorância é uma benção”.
Entretanto, não tem mais volta…

O que, enfim, é um momento de certo desespero, vai ao seu tempo encaixando-se na nova realidade. A vida submissa, envolvida em regras sem razão, crenças sem porquês e companhias fúteis acabam perdendo o sentido. Naturalmente vamos encontrando pares que possam nos oferecer e compartilhar o mesmo nível de opinião.

Não é à toa que os pares se encaixam perfeitamente, não é? São pares que constroem um império juntos ou se destroem juntos. Quando um apanha e outro bate, não há consentimento? Se não houvesse a primeira surra seria também a última. Alguém que busca apenas a segurança do dinheiro encontra alguém que só pode dar isso. Não espere atenção, carinho ou realização. Tudo o que ele faz é ter amante e liberar o cartão de crédito.

Isso mostra que a escuridão inicial, que é sair daquele caminho que todos percorrem é encontrar oportunidades que se assemelham a sua nova realidade. Vamos ver onde isso tudo vai dar.

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Por Vinícius Moura

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6 Comentários

  1. queila monteiro says:

    Cara, essa é a grande diferença entre ser Zebra e Asno, todas as zebras, mais cedo ou mais tarde, chegam aos seus insights. e por isso elas continuam sendo amadas por seus pares…..hoje, amanhã, ou depois\; toda zebra acabará levantando a cabeça. Viu Madagascar? todas as Zabras são iguais, nem Asnos e nem Leões.

    • Vinicius says:

      Queila, voce é o máximo. Acredita que depois de publicado o texto fui viajar e um filme disponivel era “Madagascar”? Eu ainda nao o havia assistido e achei incrivelmente ilustrativo com minha crônica…

  2. Haddammann says:

    Este comentário é para ser mais que repassado, é para ser motivo de ação, para ato de disposição por parte dos que têm um mínimo que seja de brio civil:
    A quase-década 2002-2010 da história será tão evitada e apagada quando forem “sentados” os CANALHAS manipuladores num Tribunal Internacional pelo que fizeram (em assassinatos, roubos, sedação criminosa de menores com conivência divina, enforquilhamento do viver civil, subversão da educação, acorrentamento e aliciamento da imprensa, apadrastamento nocivo de famílias e instituições, adestramento de crianças por cães, terrorismo contra a Língua, etc, etc, etc, etc); e mesmo quando forem recolhidos e depois de a Justiça fazer devolver toda a apropriação indébita às Nações, ainda ficará em nós uma fuligem no rosto por termos tanto tempo sido frouxos e covardes em suportar por tanto descaramento e por tanto tempo essa pulhice maquinada pelo sempre espúrio pulhismo-divino que desgraça um povo até à conta dele fenecer.
    Por trás do assassinato de Celso Daniel a conta do arquivo de um estrupo mal-sucedido, que acabou com um fanfarrão manguaceiro com a cara ensopapada de socos pela disposição de um garoto preso, um garoto do Brasil; não dado a se sujeitar à mulézinha de padre e de pastor. Um guri que não conseguiram converter como convertem muitas mulheres à gulodice dos padres, e ao arrombamento desmedido do vício desembestado.
    A desinformação e o “abafa” sobre esse grotesco e nojento episódio ludibriou mais uma vez a Nação escondendo revistas nas bancas, apagando as luzes na hora do noticiário, perseguindo blogues, e pipocando flashs do podre desgraçador do Brasil na pedante ilha de Caras no estilo véspera da Queda de Bastilha.
    A canalhada com sua tropa de sofistas e “encarnadores” jogou logo nos blogues que o guri da resistência civil tomou uma “bolada de basquete na cara”. Só faltou na cena estilo Record-Globo o pitbull na mão do frouxo bobão de gang (de suburbanos fudidos). Tinha que ser uma “bola de basquete”, igualzinho àqueles afetados com músculos tipo “puff”; com isso ganhou logo a torcida inteira dos que dormem beijando boca de cachorro presos em apartamentos tipo pombal de menos fudidos.
    Agora falta comprovar toda a vigia social e o volume de entopimento de igrejas por trás dos assassinatos de garotos e garotas.
    Talvez isso também explique o por quê uns “cumpanhêrus” se desbocaram a dizer que beijariam esse imundo estrupador na bôca se ele “assegurasse” a mamata de pensão vitalícia a todos os amancomunados colocados dentro da Petrobrás.
    E isso tira a “transparência” de insulfilm e nos traz clareza sobre o por quê foram arquivados mais de mil e tantos processos de estrupo contra o consórcio pulhítico-divino que montou o fantoche-embriagado-malévolo-bobão-risonho.

    http://aluizioamorim.blogspot.com/2009/11/veja-descobre-quem-e-o-menino-do-mep.html

    Estaria a Globo no bolso dessa podridão? É a globo uma sucursal do Vaticano? Quanto os pastores banqueiros e a infecta monarquia inglesa (com seus pavores e assombrações) já nos fizeram de ruim? Viramos num pulo uma imensa Senzala-Mista vigiada por pulhas-capatazes traíras, insuflados a disfarçado ódio entre raças.
    Qual a conta da Globo no engendramento da guerra dos Marrons contra os Brancos? O tal “refluxo”(maquinado desde aquele fracasso dos sidious contra os pais que venceram o arsenal de pulhice naquele tribunal nos EUA em 1987) para “disciplinar” os brancos que agora saem das igrejas? Premeditado para fomentar enriquecimento e domínio teo-pulhítico através de violência, pavor, e desespêro, à custa do confronto África com a Europa?
    Seria Celso Daniel do MEP? Que tentáculos Tim Lopes descobriu dentro da Globo? Por quê tramaram a morte de Senna (na época que ele foi roubado pelo Galvão)? Como espremeram as pessoas de valor para se apoderarem de seus bens entregando-os a familiares “abençoados” pedantes e sem escrúpulos?
    A Sociedade Brasileira está em cárcere civil numa podre nazi-teocracia disfarçada de socialismo-divino.
    Estamos TODOS “duros” e ferrados nas praias? ou gozando com o nariz sujo do fajuto “imperador”?
    Se queriam enlamear todo o Brasil pra colocar a capital do reino pútrido em Paraty já conseguiram. Os bairros já viraram feudos cercados aferrolhados, os nababos ganham fortunas no gogó levando os sedados por psicologia podre e química criminosa aos bueiros em que se amontoam como ratos.

  3. Leonize Maurilio says:

    Adorei o texto, Vinícios! Eu estava com saudades das suas reflexões.

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