Falso chique?
Estilo | Fashion Bubbles | February 20, 2009 at 1:36 pmAnúncios

As falsificações têm vindo a ganhar adeptos na China. Samsing, Avivas ou Hike, em substituição de Samsung, Adidas e Nike, são algumas das marcas falsificadas que muitos acreditam ser prova da evolução das capacidades chinesas. Mas nem todos partilham da mesma opinião, considerando esta uma cultura da pirataria.
É tempo de deixar os artigos de designer e adoptar as falsificações, afirmam alguns chineses, com o “glamour falso” a tomar conta da maior nação em população do mundo. Anteriormente conotados como pouco ou nada sofisticados, os produtos falsos estão a ter cada vez mais um apelo chique na China e uma alcunha na moda – “shanzhai”.
Significando literalmente “forte na montanha”, o temo shanzhai é aplicado a tudo, desde ténis baratos a telemóveis para imitar as celebridades, aos próprios programas de televisão, e refere-se às remotas, e muitas vezes ilegais, localizações onde são mandados fazer.
O termo shanzhai também é extraído de um slogan popular da Revolução Cultural sobre uma aldeia modelo, Dazhai, que foi alterada para se ler: “Em agricultura aprende com Dazhai, na indústria aprende com Shanzhai».
A popularidade destes artigos parece, cada vez mais, ter tendência a crescer, com a economia chinesa a abrandar juntamente com o resto do mundo e os produtos de designer verdadeiros a sair da gama de preços acessível para cada vez mais chineses.
Muitos artigos de desporto shanzhai alteraram os nomes, tentando situar-se numa fina linha entre a imitação e o estritamente falso, e custam muito menos do que os artigos em que se inspiram, de marcas bem conhecidas.
Samsung passa a Samsing, Adidas para Odidoss ou Avivas e Hike, Like ou até Mike substituem a Nike, com o símbolo da empresa americana de artigos de desporto muitas vezes ao contrário ou com um floreado extra.
«É uma imitação, por isso não é falso e não infringe as leis de copyright. Talvez lhe falte inovação mas não é realmente má», considera Cui Lai, um estudante de Pequim.
Com efeito, há muito que a pirataria é um problema na China. Cópias dos mais recentes filmes de Hollywood aparecem nas ruas em formato DVD mesmo antes dos filmes serem lançados nas salas de cinema.
Os EUA e a UE já expressaram o seu descontentamento com Pequim inúmeras vezes em relação ao problema, que se reflecte nos laços comerciais e políticos entre as diversas partes (…)
Leia matéria completa no site Portugal Têxtil


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O vexame maior nem é o de quem usa: é o de quem fabrica.
No Brasil, temos um excelente exemplo de falta de ética: a vasta quantidade de fabricantes de bolsinhas “quase Kipling”.
Outra vergonha nacional é uma marca de sapatos do “sur” que se empenha em “popularizar” a Tory Burch.
E ainda a “les misérables”, que, recentemente, resolveu “homenagear” a Burberry Prorsum.
Entre a inspiração e a cópia há um disparate abissal, não uma linha tênue.
Como diria o Boris Casoy, “isso é uma … vergonha!”
os valores de uma marca não poddem ser imutáveis. eles variam no tempo e no espaço, quem está errado ai nesta história??? eu me pergunto. As supra over priced marcas, é esta a leitura que nós cidadãos comuns temos que ter. Agora se as mestras marcas querem se diferenciar mesmo, tem que ir muito ale´m do produto e pronto…. ai mamma mia, não é tão complicado assim. se elas estão chorando, por algo será….MARCIA VITAL
Hike?
Parece o som de um soluço!!!
rsr